CAISM VILA MARIANA

A gestão do CAISM configura-se em seu caráter acadêmico assistencial, sendo a assistência técnico-científica de responsabilidade da UNIFESP e a assistência operacional, de gestão hospitalar, da SPDM.

O CAISM mantém a característica de oferecer a seus pacientes um cuidado balanceado, articulando as consultas e outras intervenções ambulatoriais, com a internação em Hospital- Dia; atendimento em Pronto-Socorro e na Unidade de Internação para situações de crise, visando a atender a cada momento as necessidades do paciente na evolução de seu tratamento. Neste contexto, destacam-se ainda as integrações com o Hospital São Paulo, hospital universitário da UNIFESP, referência universitária da região, bem como com as demais unidades em saúde mental da SPDM.

Os pacientes podem ser atendidos em quatro modalidades de tratamento, dependendo de sua demanda e gravidade:

Ambulatório

O Ambulatório, destinado aos pacientes com transtorno mental que necessitem de acompanhamento direcionado à reabilitação psicossocial, contemplando a infância e adolescência, idade adulta e terceira idade, nas suas diversas demandas/patologias. O atendimento ambulatorial faz parte das estratégias previstas na Política Nacional de Saúde Mental, sendo incentivado pelo Ministério da Saúde. O CAISM oferece serviços ambulatoriais geral e especializados, para casos complexos, encaminhados pela rede de saúde primária (UBS) e pelos CAPS, via sistema de regulação CROSS. Por se tratar de um serviço universitário, atendemos casos de dúvida diagnóstica, ajuste de conduta (referência e contrarreferência) e seguimos casos que necessitem de atenção em nosso nível de complexidade. Portanto, para acesso ao ambulatório CAISM, o usuário necessita de um encaminhamento dos serviços de menor complexidade (Unidade Básica de Saúde, CAPS, ambulatórios gerais), via plataforma CROSS.

Hospital-Dia

O Hospital-Dia, destinado aos pacientes com transtornos mentais que necessitem de acompanhamento extra-hospitalar semi-intensivo, com a possibilidade de permanecer sob os cuidados da unidade durante período do dia, retornando em seguida ao ambiente domiciliar;

Pronto Socorro de Psiquiatria

O Pronto Socorro de Psiquiatria, com 12 leitos de observação, destinado a pacientes com quadros mentais que necessitem de abordagem de urgência/emergência, com ênfase nas práticas na prevenção de eventos não desejáveis aos pacientes, sob supervisão de equipe de enfermagem e acompanhamento médico direto nas 24 horas, acesso a outros especialistas, buscando uma recuperação digna e no tempo próprio esperado de cada paciente;

Unidade de Internação Psiquiatria Geral

A Unidade de Internação Psiquiatria Geral, com 21 leitos instalados, destinada a pacientes com transtorno mental em situação de crise que necessitem cuidado em ambiente continuamente protegido, garantindo assistência sistematizada e individualizada, em espaço com condições adequadas, com medidas na prevenção de eventos evitáveis e infecção, acesso às informações sobre a evolução e o preparo do paciente e seu cuidador para a alta. Destaca-se também a Unidade de Internação Psiquiátrica para atendimento a pacientes com diagnóstico de Transtornos do Espectro Autista, atendidos em regime de internação, que também recebem assistência médica psiquiátrica contínua, bem como o atendimento da equipe de enfermagem; e, semanalmente, atendimentos fonoaudiológicos, psicológicos e em terapia ocupacional tanto em atividades individuais, como em grupo.

HUMANIZAÇÃO

Desde o início de suas atividades, o CAISM sempre teve como objetivo o desenvolvimento de uma assistência digna, humanizada e baseada no respeito às pessoas.

A implementação da Política Nacional de Humanização (PNH) – HumanizaSUS pelo Ministério da Saúde, em 2003, veio complementar e certificar as ações realizadas pelo CAISM, na valorização das pessoas, na promoção à saúde e na busca constante pela qualidade na assistência.

Conforme a definição, “Humanizar é promover o bem-comum, que não se resolve em práticas isoladas, mas, sim, em ações conjuntas que contemplem a técnica, a profissionalização, a capacitação em intervenções estruturais, que façam a experiência da hospitalização ser mais confortável para o paciente” e este tem sido nosso objetivo, o de proporcionar uma assistência à saúde segura, resolutiva e eficaz, por meio de um ambiente acolhedor.

O CAISM, pela da criação do Grupo de Trabalho em Humanização – GTH, atua visando às Diretrizes da Política Nacional de Humanização (PNH) Humaniza – SUS do Ministério da Saúde

Objetivos do GTH no CAISM:

  • Desenvolver a cultura de humanização no CAISM;
  • Adaptar o serviço de saúde mental à PNH – (MS, 2007. Portaria n° 224/92);
  • Constituir um núcleo técnico que seja um fórum permanente de discussões sobre a humanização da assistência à saúde mental;
  • Desenvolver, implementar, agregar, apoiar, acompanhar e divulgar ações e projetos de humanização;
  • Integrar, acompanhar e contribuir nos processos relacionados à implantação ou adequação dos sistemas de gestão da qualidade, utilizando os padrões e requisitos com foco na acreditação do Sistema Brasileiro de Acreditação/ONA; a saber: metodologias de cuidado centrado no paciente, núcleo de segurança do paciente (ANVISA-RDC 36/2013), gerenciamento de riscos (MS- Portaria nº529/13) e sustentabilidade;
  • Promover a comunicação efetiva e não violenta entre a equipe, equipe e paciente, equipe e gestores, apoiando os mecanismos de comunicação e escuta sensitiva, e criando novos meios de relacionamentos saudáveis dentro da instituição;
  • Humanizar as relações interpessoais, enfatizando tanto o usuário externo (pacientes e familiares), como o interno (profissionais, residentes e alunos);
  • Promover educação continuada e capacitação profissional, desenvolvendo tecnologias relacionais;
  • Colaborar para a implementação dos POPs (Procedimentos Operacionais-Padrão) de atendimento ao portador de transtorno psiquiátrico e pacientes em situação de vulnerabilidade;
  • Criar processos de acompanhamento e avaliação de metas, ressaltando saberes gerados;
  • Incentivar a socialização das informações; e
  • Beneficiar os usuários e a comunidade, sob os pontos de vista da assistência, do ensino, pesquisa e do trabalho em saúde.